As contas, embora difíceis de entender, são fáceis de fazer . Na temporada passada, o Vitória teve custos na ordem dos dezanove (!!!) milhões de euros e receitas a rondar os onze milhões. O resultado líquido negativo, de oito milhões de euros é sintomático do estado actual do Vitória. Sejamos claros, Emílio Macedo da Silva acabou com o Clube da forma que o conhecíamos. É obrigatório responsabilizar toda a Direcção e respectivo Conselho Fiscal. Todos, sem excepção, devem responder em local próprio pelos actos de gestão danosa que praticaram. Todos, sem excepção, devem ser expulsos de sócios do Vitória. No entanto, não tenhamos ilusões... Aquilo que gastaram, sem a permissão dos associados, jamais será devolvido ao Clube.
Neste momento, onde o futuro do Vitória está claramente colocado em causa, é urgente encontrarmos uma solução. Sem surpresas, a Direcção eleita aponta um projecto de SAD como a única saída para os problemas actuais do Clube. No entanto, não coloca todas as cartas em cima da mesa. É profundamente lamentável, que num momento tão delicado da vida do Vitória, os sócios não possam escolher o caminho devidamente informados. Nos estatutos publicados no site do Clube, apenas ficamos a conhecer uma parte demasiado reduzida do projecto que Júlio Mendes quer implementar no Vitória, ficando todos os pormenores do Protocolo entre Clube Fundador e a Sociedade Anónima Desportiva, remetidos para uma consulta em horário laboral, nas instalações do Clube. Deste modo, o abismo parece cada vez mais uma inevitabilidade...









